O Rato, curioso, perguntou ao homem que tipo de missão tão importante ele  realizava, pois desejaria saber tudo com exatidão. O Burro, que não era tão burro assim, inquiriu:

    – Deve estar havendo uma encrenca muito grande entre os  homens. Parece que você está querendo dizer coisa parecida. Ou estou enganado?

    O homem parecia mais desesperado. Olhava para o Professor Corujão e pedia que o deixassem livre. Mas o Professor Corujão estava quieto, olhando para o homem e medindo suas reações. O Rato se adiantou e pediu ao homem que desse alguma prova do que estava falando. O homem respirou, aliviado. E em seguida fez um sinal com o olhar, na direção da fivela do seu cinto, no que foi acompanhado por todos, que avistaram uma espécie de cápsula bem perto da fivela. E todos se entreolharam, assustados, com aquela cápsula brilhante, ainda pensando pudesse se tratar de algum truque. Antes de libertarem o homem, o Rato e o Burro ouviram a ordem do Professor Corujão de que primeiramente a cápsula fosse retirada. O Rato realizou a operação de retirada da cápsula e a entregou ao Professor Corujão, que a examinou, atentamente para, depois dirigir-se ao homem:

    – Tudo bem: você estará livre. Truque, ou não, dependeremos mesmo de você para abrir este estranho objeto e saber- mos o que há dentro dele.

    Agora livre, o homem pareceu aliviado. Sem qualquer  sinal de agressividade, mas antes permanecendo inquieto como sempre se comportou. Em seguida, pediu a cápsula ao Professor Corujão. Calmamente, abriu o estranho objeto e dele retirou um papel onde estavam escritas palavras numa linguagem que mais parecia um código. Tensos, os animais esperavam uma reação diferente da parte do homem. Mas não aconteceu, pois o homem, mais calmo, explicou para o Professor Corujão:

    – Aqui está uma mensagem, escrita em dois idiomas..

    O Professor Corujão estava com o papel na mão, curioso. Depois exclamou:

    – Preciso confiar em você, pois não conheço estes idiomas. E pelo que você está dando a entender há uma guerra entre os homens. Estou certo?

    O homem, mais inquieto e sem saber o que dizer, ficou andando de um para o outro lado da sala, fazendo sinais de que sim, havia uma guerra...

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