Os animais ficaram mais tranqüilos quando o Rato e o Burro prometeram levar o assunto a sério, junto ao Professor Corujão. Eles poderiam voltar em paz para a floresta - disse-lhes  o Rato. O Rato era comedido, metódico. Não era alvoroçado, tal era o Burro.

    Em seguido o Rato e o Burro trataram de levar o homem à presença do Professor Corujão, que estava lendo. Então o sábio se voltou, despertado pelo barulho, e olhou na direção do homem que vinha, desacordado, amparado pelo Rato e pelo Burro. Ajeitando os óculos, que ainda não havia dito para o Rato e para o Burro do que se tratava, apesar deles sempre demonstrarem curiosidades sobre para que servia aquele estranho objeto, apontou para uma cadeira, a cadeira na qual ele gostava de descansar. A cadeira ficava perto da sua estante de livros. Depois de ser ali acomodado o homem ficou numa posição que lembra uma cruz : com os braços abertos para os lados, a cabeça pendida sobre o tórax.

Um tanto cansados o Rato e o Burro contaram o ocorrido na floresta. Propriamente quem contou o ocorrido foi o Burro, que era muito alvoroçado. E enquanto o Professor Corujão tinha ares complacentes, o Burro ia contando também sobre a preocupação dos demais animais da floresta. Depois o Rato, sempre metódico, passou a explicar em pormenores as preocupações dos animais da floresta.

    Depois de ouvir os dois o Professor Corujão deu alguns passos e examinou o homem, mais de perto. Voltou a ajeitar os óculos e falou:

    – Claro. Claro. Farei o possível. E conto com vocês. É certo que temos nossas limitações. Mas faremos o possível.