Andando de um lado para outro o Professor Corujão pensava na melhor maneira de estudar o homem. Verdadeiramente, ainda não tinha uma boa idéia. Colocou a mão no queixo. Depois retirou os óculos, ante os olhares curiosos do Rato e do Burro. Num gesto suave levantou o indicador afirmando que o estudo do homem poderia começar a partir dos objetos que ele trazia. E até mesmo pela sua maneira de se vestir. E depois, quando o homem despertasse, certamente que seria interrogado. Assim, quem sabe, dizia o Sábio da Floresta, ele confirmaria o significado de  tantos objetos. Evidentemente, afirmava, que o homem teria de cooperar. E que, mesmo cooperando, quem poderia garantir que ele estaria falando a verdade. Alguma coisa, insistia, poderia ser negada pelo homem, com dissimulações,e no que foi apoiado tanto pelo Rato, quanto pelo Burro.

    O Professor Corujão sabia que aquela era uma situação singular : poder contar com um homem vivo não seria coisa que poderia se repetir tão facilmente, e até mesmo nem se repetir. Meio assustado, o Rato ponderou que seria melhor amarrar o homem pois, acordado, certamente que ele criaria problemas perdendo-se uma grande oportunidade. Todos concordaram.