Luiz Nogueira Barros
   
   
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15/02/2011 - 07h39min

Depoimento sobre a UFAL

Palavras inevitáveis

Fonte: Arrquivos pessoais

Palavras necessárias sobre a página 124 do livro do Reitor A. C. Simões, ao final. Antes, cópia digitalizada do jornal O Clínico e abaixo dele, algumas palavras também necessárias



sobre O Clínico, do diretório de Medicina, de número 13, maio/junho de 1962, dirigido pelo colega Wandeck Veloso Filho, tendo como redator-chefe Glauco Manso e como secretário Everaldo Bonfim. Mudanças das quais não me lembro, levaram Flavio Sena a assumir a redação do referido jornal. O diretório tinha o nome de Dr. Sebastião da Hora. O jornal traz o Manifesto dos Estudantes, que aqui será disponiblizado, umas pauto de reinvidicações, fala de uma greve para evitar greves futuras e exige participação de um terço dos estudantes em todos os orgãos colegiados da UFAL. Relata os estudantes que participaram do comandode Greve, em cada turma, tais como: PRIMEIRO ANO: Pedro Teixeira, Elza Cotrim,Maria José, Everaldo Bonfim,Rubem rocha, Roberto Petrúcio. SEGUNDO ANO :João Luiz Azevedo, Francisco Alberto Sales,Cícero Canuto e Lúcia Guiomar. TERCEIRO ANO: Aroldo Ferreira, Fernando Bitencourt, Geraldo de Oliveira, Clesivaldo Leite, Isac S. de Carvalho e
José Lessa. QUARTO ANO: lene Quintiliano, Maria Jacinta, Voss. QUINTO ANO: Romeu M. França, Bolivar Arestides,Luiz Nogueira, Geraldo alves, José Rocha, Berilo Gaa e Walter Lima. SEXTO ANO: Everaldo Lemos, Antonio Dantas e Helenilda Pimentel.

Agora, sim, as palavras necessárias sobre aas páginas 123 e 124 do livro de memmórias do Reitor A. C. simões, claro, após as digitalizações aqui disponibilizadas.






Sobre o constante da página 124, do livro de memórias do prezado e respeitado Reitor A. C. Simões vale salientar:
1 - No jornal O Clínico, pagina 1, há uma relação do Comando da Greve e que poderá ser conferida.
2 - Jamais fui presidente de diretório acadêmico. Apenas secretário do DCE, então presidido por Rinaldo Costa Lima. E ali entrei contra as vontades de Ogelson Gama Acioly, presidente do diretório de Engenharia, e nem tanto de José Gonçalves Sobrinho, presidente do Diretório de Medicina. Então, eu cuidava da inexistente biblioteca do diretório de Medicina. De fato, foi a teimosia de Rinaldo que me fez secretário do DCE. Mais tarde Ogelson mudou de posição e passou a me apoiar. Eu e Rinaldo nos tornamos amigos. E muitas vezes assumi(representei),é o termo exato, o presidente. Sim, porque jamais Rinaldo me passou, diretamente, em uma mínima reunião, a presidência do DCE). Ele era muito ocupado, fiscal do IAA. Muitas vezes participei das reuniões do Conselho Universitário, ele sempre me demonstrava irritação com o “Conselho”, principalmente das posições do prof. Antonio Mário Mafra. De fato, aquele mestre de engenharia sempre esteve em rota de colisão com Ogelson, no diretório de Engenharia. E também sempre procurou ser agressivo comigo. Decidi-me ter muita calma, nunca fui, de fato, um exaltado.De certa vez, aquele mestre me perguntou se eu também gostava de "dar bananas" para o conselho Universitário. Respondi-lhe que não e que não acreditava que Rinaldo fizesse aquilo, mesmo sabendo que seu temperamento poderia levá-lo a gestos daquela natureza, quando se defrontava com intolerancia do mestre Antonio de Mário Mafra. E completei, para o seu espanto, dizendo-lhe que banana era algo para ser comido, apreciado, e que suas cascas, elas, sim, no jogo da vida, poderiam ser espalhadas em ocasiões oportunas, o que lhe causou risos e a partir dos quais melhoramos em muito a nossa relação de professor-aluno. Pela minha maior preocupação com leituras acreditava no valor do conhecimento, que nem sempre funcionou e atrapalhava, bastante, o que havia de jovem e rebelde dentro de mim. Ao meu lado o velho mestre professor de Espanhol, Dominguinhos,sempre me apoiando e evitando que meus impulsos estragassem meus raciocínios. Uma grande ajuda do velho professor de origem espanhola. Anos e anos depois ajudei-o nas suas correspondências com parentes espanhóis. Por ser minúsculo, recebera o apelido, alcunha, de “Coca-Cola”. Havia sido religioso, não me lembro de qual ordem religiosa.
3 - Na noite da tomada do Diretório da Escola de Filosofia recebemos a notícia de o Professor Mello Motta levaria duas freiras da Escola de Serviço Social para a Faculdade de Filosofia e se dizia que para realizar provas. Dirigimo-nos para lá, os que estávamos disponíveis e surpresos. A intenção era apelar em sentido contrário. O tumulto foi enorme, dentro da sala do Cônego Teófanes. Sentado numa cadeira, extremamente sério, o velho mestre Mello Motta, falava-se, que ele portava uma pistola 45, não dava uma palavra, mas não desistia do seu intento. Lá fora um bando de estudantes com os espíritos tumultuados. Num certo momento desligaram a luz elétrica. Pânico, logo após restabelecido quando as luzes foram acesas, talvez menos de 30 segundos depois. Fui lá fora e peguei a Bandeira Nacional,que circulava entre os alunos exaltados, entregando-a ao Cônego Teófanes, que me parecia perplexo e silencioso, abismado.
4 - E logo a notícia da presença do Secretário de Segurança, coronel João Mendonça, até o qual me dirigi, numa noite de chuva finíssima. Não me lembro de qualquer diálogo ou pedido da parte do secretário, que se retirou. Como eu havia servido ao Exército conclui: bobagem, foi apenas sondagem da área onde poderão atuar. Acalmaram-se os ânimos. E somente então o professor A.C.Simões nos solicitou encerrar o movimento, ali na Faculdade de Filosofia. Saímos para analisarmos o pedido e também porque nada tínhamos, pessoalmente, contra o velho e respeitado mestre. E logo ele se retirou, do que me lembro.
5 Saliento: aquele estudante de medicina, de fato, era eu. Eu havia assumido a presidência do DCE em face da ausência de Rinaldo Costa Lima, então presidente, e também pela falta de outros presidentes de diretórios. Convém anotar que a decisão de tomar a Faculdade de Filosofia foi medida extremamente urgente e não passou pelo consenso do Comando de Greve e, se bem me lembro, teríamos que convocar todos às pressas e o que se tornou inviável, numa noite de agitações. Não houve tempo para uma reunião do Comando de Greve, do que me lembro. A suposição era a de que, espalhada a notícia todos se dirigissem para ali, automaticamente. Mas isso falhou e poderá explicar aquelas ausências.
6 - Após a saída do prof. A.C. Simões, nosso colega de Medicina, Roberto Jackson, sobrinho do Governado Luiz Cavalcante, por sugestão de Ogelson A. Gama, dirigiu para a residência do Procurador Geral da República, em busca de apoio. Não foi recebido, também, talvez, em função da hora pois devíamos estar avançado nas horas daquela noite. Ato contínuo, seguiu para o Palácio Governamental, e foi recebido pelo tio, o Governador Luiz Cavalcante. Quando retornou nos trouxe um apelo: diga aos rapazes que deixem a faculdade. Pode haver interferência do Exército e da Marinha e isso será desagradável. E então resolvemos deixar a faculdade. Chegavam-nos informações perturbadoras de que seríamos todos presos e cambiados para Fernando de Noronha em alguma embarcação da Marinha. Lembrei-me da presença, bem silenciosa, do Coronel João Mendonça e tive a certeza de que ali ele fora apenas para sondagem do terreno, cuja invasão requeria certo planejamento. Meus pobres raciocínios poderiam ter sido verdadeiros.
7 - O caso Roberto Jackson Cavalcante, que relato, ele me confirmou quando do sepultamento de Alan Brandão, fato recente, pois tem uma filha casada com um filho daquele velho amigo de lutas políticas e sobre o qual um dia poderei aditar, em sua memória, atos de coragem e lisura como homem de lutas políticas.
8 - Poupo-me, fica claro de estar citando nomes de estudantes presente na noite em questionamentos. Os que assim o desejarem encarreguem-se de tal fato, até porque, muitos também poderão não desejar os aborrecimentos que perturbem-lhes o sono da velhice apascentada.
Faz tempo, havendo preferido o silêncio mas, movido por publicação sobre a UFAL, na A Gazeta de Alagoas, preferi acrescentar algo sobre o episódio.
A bem da verdade, o velho Reitor A.C. Simões, em seu livro, omite a Turma de 1963, a minha, além de nada comentar sobre a sessão de instalação da UFAL(aula inaugural), no antigo Salão Nobre da Faculdade de Medicina. O pormenor foi menos simples: EU FALEI EM NOME DOS ESTUDANTES, DISCUSO PUBLICADO EM o CLÍNICO, NÚMERO ACIMA MOSTRADO, E O PROF. NABUCO LOPES EM NOME DOS PROFESSORES,COM AS PRESENÇAS DO GOVERNADOR LUIZ CAVALCANTE E REPRESENTANTE DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO
O discurso estará sendo disponibilizado em seguida, próximo bloco, no mesmo diretório Notícias. Tal discurso foi peça acusatória contra mim, na prisão de 1964....LNB






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