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CRONICAS




21/11/2009 - 18h09min

Natal cibernético

A Era Cibernética, um dia, terá uma linguagem, não propriamente uma língua

Fonte: Luiz Nogueira Barros

Do mesmo modo que as línguas têm seus dialetos, suas gírias, com certeza a Era Cibernética, um dia, terá uma linguagem, não propriamente uma língua, e claro, que não será entendida por todos. E por isso mesmo apenas para os privilegiados, numa espécie de "Admirável Mundo Novo", da fantasia de Aldous Huxley.

E de repente um apaixonado dirá para a amada, em caso de rejeição: "No primeiro byte do nosso olhar logo percebi que no background dos teus olhos havia um azul-personalizado, propício para o amor. Um discreto e-mail que te enviei, sem resposta, mostrou-me logo que eu não estava configurado para tal azul. Na caixa de e-mail, vazia, queimei as retinas pelo branco do fósforo que o monitor irradiava. Depois, ainda te escrevi e te enviei uma última mensagem:" A tua configuração de menina-moça-mulher permanecerá em minha memória, em meu coração-arquivo, para todos os tempos, imune a todos os virus, tais os cuidados anti-viróticos de que te cerquei. E teu nome gritarei não mais em bytes, mas em megabytes para que transponha os infinitos e seja ouvido por lá. E tua imagem ficará guardada nas altas resoluções bmp, para todos os tempos.

Para um apaixonado que encontrou reciprocidade será muito simples: "Byte a byte inserimos em nossas almas e em nossos corações todos os códigos e programas do amor. Nossos backgrounds, dos nossos olhos de azuis-personalizados nos aguardavam desde que ligamos nossas vidas por um simples byte

Um velho dirá para a sua velha: " Nossos discos rígidos, de outrora, estão a precisar de uma reformatação analógica, simulacro do que um dia foi virgem, límpido e altamente sensível a registrar todos os impulsos sob forma de ordens e mensagens porque, meu amor, do contrário, adiantará muito pouco gritarem os nossos sentimentos através das nossas placas-mães, e não serem devidamente registrados e, pior, ficarem sem respostas. Resta-nos, portanto, meu amor, e enquanto é possível reformatarmos a existência enquanto durem nossos impulsos, enquanto a morte não nos delete. E seremos felizes, talvez já não mais em txt, em word , em normal dot , mas quem sabe, até mesmo em html, andando, voando pelos espaços siderais tais internautas desvairados.

E como o século está findando e pode ser que ocorra o tal bug do milênio, comprometendo gravemente a Era Cibernética , e também porque é Natal e um Ano Novo se anuncia, seria melhor mesmo que as pessoas apenas falassem umas para as outras a mais antiga e mais simples das línguas, numa linguagem elementar mas suave, quando diante do amor, todas a s formas de amor: "- Amo-te desvairadamente importando muito pouco os bytes, os azuis-personalizados e despreocupado com o que me responderás. Feliz Natal!





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