Luiz Nogueira Barros
   
   
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GUERRA




21/11/2009 - 20h07min

Conferência de Casablanca - Desembarque prematuro na França - Janeiro/1943


Fonte: Luiz Nogueira (pesquisa)


W. Churchil, C. De Gaulle, F. Rooosevelt e o general Giraud, do
Governo de Vichy, dirigido por Petain, colaborador da Alemanha.


Encontro entre Winston Churchil e Roosevelt. Stalin faltou, esvaziando a conferência, alegando não poder sair um único dia da Rússia . Stalin estava interessado em ver formada a segunda frente contra Hitler. A guerra no Mediterrâneo parecia, a Stalin, uma fuga ou adiamento da segunda frente.

Em seu país, Roosevelt enfrentava problemas políticos no Harlem e em Detroit, culminados com mortes, além de perdas parlamentares no Congresso. E havia escrito a Churchil: " Não me importarei de perder um par de semanas fora da atmosfera de Washington".

Casablanca foi sugestão de Churchil: facilitava uma reconciliação com os franceses. Churchil quase morre de calor, em seu avião. Eisenhower chegou de paraquedas: seu avião havia parado os dois motores. Casablanca levantou o problmea do "rendimento incondicional", assustando Churchil. Foi penoso aperto de mão entre o general De Gaulle, chefe da Resistência Francesa, e o general Giraud, do governo de Vichy, do Marechal Petain, mais tarde julgado como colaboracionísta de Hitler. També o asssassinato do almirante Darlan. Enfim, juntando-se aos outros fatores," bitter end " e o temor ao colonialismo no pós-guerra, como doutrina dos americanos trariam tensões para o encontro. Mas o jogo de cortesias, dentro da guerra, continuaria...

Cuidados ingleses:

Um navio de 6.OOO toneladas, com uma biblioteca de referências (Brooke, Portal, Tedder, Alexander, Ismay e Jacobs, militares do mais alto nível).

TEMA : DESEMBARQUE PREMATURO NA FRANÇA:

Conclusão: facilitaria as coisas para Hitler. Melhor seria a guerra no Mediterrâneo, que prepararia a invasão da Itália e dificultaria a guerra para a Alemanha. Os americanos terminaram por aceitar. Escolheram como primeiro objetivo a Sardenha. Os ingleses preferiram a Sicília, e ganharam. Antes o general Marshall, apoiado por Hopkins, havia pedido o fim da guerra. A aceitação da Sicília ficou na dependência do EIXO BERLIM-ROMA ser expulso da Tunísia. A data fixada foi 1O de julho.

Decisões dessa natureza poderiam ser tomadas tanto em Londres como em Washighton, mas havia a atenção com os franceses e Casablanca propiciava isso.

Roosevelt negociava com Petain, do Governo de Vichy, mas supeitava dos sentimentos imperialistas ( colonialistas ) dos dois, coisas que o pós-guerra não poderia tolerar. E chegou a censurar Hopkins (Murphy) por haver prometido ao general Giraud que a França recuperaria a totalidade do seu império, após a guerra, com as seguintes palavras: " A sua carta pode causar-me aborrecimentos depois da guerra".

O comportamento de Roosevelt irritou Churchil : primeiramente ele ignorou o "residente-geral" da França, no Marrocos. E depois, num encontro com o Sultão incitou-o a defender a soberania do seu país. A auto-suficiência histórica e a arrogância americana houveram que ser suportadas por Churchil, penosamente.

De Gaulle telegrafou a Giraud após a morte do almirante Darlan. Não obteve resposta pois Giraud acreditava que a morte de Darlam poderia ter os seguidores de De Gaulle como responsáveis. E não se dignou a dar resposta a De Gaulle. Mais tarde De Gaulle, em suas memórias de guerra, publicadas pelo Ministério do Exército Brasileiro, através da sua Biblioteca, colocará a culpa da morte de Darlan na C.I.A. Banido da Africa, as queixas de De Gaulle ganham o mundo e repercutem nos Estados Unidos. O governo inglês apoia De Gaulle, e Macmillan dirá para Hopkins: " De Gaulle é uma personalidade difícil, porém custou-nos 7O milhões de libras e não podemos esquecer que permaneceu ao nosso lado na hora mais negra que atravessamos. Nosso interesse, nosso prestígio e nossa honra exigem que apoiemos as suas aspirações políticas".

O Comitê Argel-Londres foi criado com bases nestas considerações. Foi providenciado um encontro entre Giraud e De Gaulle. Giraud veio sem pré-condições. Mas De Gaulle resistiu. Irritado, Churchil telegrafou-lhe: " Se o senhor insiste na recusa da única oportunidade que lhe é oferecida, nós daremos um jeito de dispensá-lo. A porta ainda está aberta".

A 22 de janeiro um avião da RAF deixou De Gaulle no aeroporto de Casablanca.

O mau humor de De Gaulle era grande. Reclamou estar em terras francesas cercado por baionetas e estrangeiros. Churchil o advertiu: " Vous ne devez pas obstacler la guerre ". Roosevelt propôs um encontro entre ele e Giraud: " O senhor consentiria em se deixar fotografar com Giraud ao lado do Primeiro Ministro (Churchil) e de mim próprio? Chegaria o senhor a apertar a mão de Giraud diante dos fotógrafos?". A resposta de De Gaulle: " I shall do that for you". As fotografias foram feitas. De Gaulle não cedeu em mais nada. E Giraud aceitou um representane da França (a da resistência, de De Gaulle), no Comitê Argel-Londres. De Gaulle saiu ganhando.

Durante a conferência Roosevelt declarou que da Alemanha só aceitava a rendição incondicional. A expressão fez volta ao mundo. Ela tinha sua origem na Guerra de Secessão, americana: quando o general Grant cercou o Forte Donelson e exigiu a rendição do general Bricker, este pediu as condições de rendição e a resposta de Grant foi simples: "Unconditional Surrender".

A declaração de Roosevelt, sem o consentimento de Churchil, ligava a Inglaterra a uma concepção totalitária da guerra. E Churchil apressou-se em consertar o vexame: " A rendição incondicional não abrigava desejos de vingança contra o povo alemão".

As oposições alemãs sentiram-se golpeadas com a declaração de Roosevelt e ainda tentaram alguns contactos com os aliados. Curd Hull e Eisenhower também não gostaram da declaração do seu presidente. E a guerra caminhou para aquilo que o inglês chama de "bitter end", ou seja, amargo fim.


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