Luiz Nogueira Barros
   
   
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GUERRA




21/11/2009 - 20h17min

Conferência de Quebec - Agosto de 1943


Fonte: Luiz Nogueira (pesquisa)


Sentados: Mackenzie King, primeiro ministro do Canadá;
F. Roosevelt, presidente dos Estrados Unidos; W.Churchil, primeiro Ministro da Inglaterra

O gelo "supergelado" do Sr. Pike. Ideologia americana contra o imperialismo inglês. A possibilidade de uma guerra anglo-americana. A falência da carta do Atlântico. O futuro da Rússia e do sistema colonial.

MOTIVO:

A presença de Roosevelt na Grã-Bretanha poderia causar problemas para a clientela inglesa, da Irlanda. Os Estados-Maiores dos dois chefes de Estado hospedaram-se no Hotel du Chateau Frontenac.

Os espíritos estão tensos: há possibilidade de um confronto anglo-americano. Numa das reúniões um choque, um grito e uma detonação, aumentam a tensão. Moutbatten trouxe uma amostra do gelo "supergelado", de um inventor, um Sr. Pike, e com ele propõe fazer aeródromos flutuantes para a invasão da Europa. Arnol, o mais poderoso chefe de Estado-Maior tenta partir o bloco com um golpe de machado e luxa a espádua, sem resultado. Moutbatten, para completar a exposição, dá um tiro com a sua pistola e a bala ricocheteia, também sem resultado.


ASSUNTOS: Mediterrâneo contra Europa Ocidental e ideologia americana contra o imperialismo britânico. A Carta do Atlântico dá indícios da sua fragilidade, considerando-se o futuro mundo do pós-guerra. O futuro lugar da Rússia no mundo e o futuro do sistema colonial, são os dois temas que comandam as flutuações estratégicas.

Os americanos pedem que os ingleses tomem a ofensiva na Birmânia, para livrarem Chiang-Kai-Check do bloqueio, mas sem disso tirarem proveitos políticos, fato que levanta suspeitas sobre as propensões colonialistas de Churchil para o Sudeste Asiático. Churchil havia dito que poderia estender a ofensiva até Sumatra. Depois os americanos querem a Inglaterra fora das questões entre japoneses e americanos, no pós-guerra. A Inglaterra que esteve sozinha na guerra durante quatro anos não desejava ficar fora da guerra no Pacífico, mesmo sabendo que os americanos desejavam a participação dos russos naquele episódio, para vingarem Peal Harbor. A conferência de Ialta ( depois ) mostrará os preços da participação russa na guerra contra o Japão.

Churchil havia sido contra a operação "Sledgehammer" de 42. A guerra no Mediterrâneo é defendida como preparação para a invasão da Itália. A operação OVERLORD está em estudos, e para qual ainda faltam dez meses. A campanha vitoriosa da Sicília mostra o sucesso da guerra no Mediterrâneo.

Eisenhower havia montado duas operações: BAYTON para a invasão da Calábria ; e AVALANCHE, para um desembarque nas proximidades de Nápoles. Examina-se a possibilidade de tomar Roma e obrigar a Itália a sair da guerra. E, ao invés dos Alpes do rio Pó, atingir uma linha Livorno-Ancona, antes do inverno.

Churchil afirma: " Estaremos em condições de estender a mão através do Adriático, aos patriotas sublevados dos balcãs". A insistência inglesa de estender a ofensiva contra a Birmânia até Sumatra e a palavra balcans, levou Roosevelt a desconfiar dos ingleses. Roosevelt não acreditava que os russos pretendessem se apoderar dos balcans. A preocupação de Churchil de chegar aos balcans antes dos russos, longe de uma preocupação pela expansão comunista e eslava, pareceu a Roosevelt a parte inconfessável do imperialismo inglês.

OPERAÇÃO OVERLORD:

Sete divisões deveriam sair do Mediterrâneo na direção das forças em curso de junção na Inglaterra. Churchil prefere que tais divisões deveriam vir diretamente dos Estados Unidos, e não do Mediterrâneo. O general Marshall, em relatório a Roosevelt, acha que isto equivaleria a entregar a Churchil o poder de invadir os balcans.

Os americanbos já chefiavam a guerra no Mediterrâneo e havia uma promessa de que a operação Overlord seria chefiada por um inglês. Mas logo surgiram objeções. E Stimsom tornou-se porta-voz dessas inquietações. E escreveu a Roosevelt: " Não podemos racionalmente alimentar a esperança de atravessar a Mancha sob comando Britânico. O Primeiro Ministro e o seu chefe de Estado-Maior estão francamente em desacordo com este projeto. Deram-lhe adesão da boca para fora, mas seu coração não concorda. É preciso maior rigor, independência e fé do que é razoável esperar de um comandante-chefe britânico, para sobrepujar as dificuldades da operação Overlord". Face a isso Roosevelt, em princípio, preferiu que a operação fosse reservada para o general Marshall.

Churchil houve que se justificar: " Tomei a iniciativa de propor ao Presidente a nomeação de um norte-americano para o comando da operação Overlord...Ele mostrou-se encantado com esta oferta que, ouso dizê-lo, ia ao encontro de seus desejos".

Os comandos intera-aliados ficaram assim: O Sudeste Asiático com Moutbatten, por via das dúvidas ; e o Mediterrâneo foi oferecido a Alexander. A perda do comando da operação Overlord forçou Churchil a resignar-se, embora levando algumas vantagens, mas distante dos balcans.

Em Quebec Churchil perdeu o comando da operação Overlord por duas razões: por haver desejado estender a ofensiva ? Birmânia, até Sumatra e por ter desejado alcançar os balcans.


(Pesquisa - Segunda Grande Guerra Mundial , Raymond Cartier)





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