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GUERRA




21/11/2009 - 20h32min

Conferência de Teerã - Novembro de 1943


Fonte: Luiz Nogueira (pesquisa)



A "grandeza", puramente protocolar, e a necessidade de se criar um ritual de amizade e lealdade futuras, porque em Teerã nada se resolveu e ficou muito claro futuras desavenças...

****************

Roosevelt contra Stalin: ( o jogo de forças )

O momento não é favorável aos aliados. A vitória de Salerno e a tomada de Nápoles estão sem seguimento.O general Kesselring restabelece a unidade do comando alemão. Não há possibilidade de um afastamento de Roma.

A capitulação italiana levou Churchil a pensar em se apoderar de Rhodes, ou do Dodecaneso, com a esperança de atrair a Turquia para a guerra, embora convencido de que se tratava de um estratagema para adiar o desembarque na França. Os alemães tiveram tempo de assenhorear-se das ilhas, e assim que desejou executar seu plano com as próprias forças inglesas Churchil chegou a uma derrota menor, mas total. Roosevelt havia-lhe negado todos os meios solicitados.E uma brigada inglesa da ilha de Leros capitulou depois das tentativas de resgate pela Royal Navy, com perda de seis preciosos contratorpedeiros.

Os cinco dias de Teerã, com perspectivas de vitórias, fizeram germinar as futuras desavenças. Os Três Grandes só eram grandes do ponto de vista protocolar, pois Churchil estava relegado a plano secundário. Stalin havia convidado Roosevelt para ficar na Embaixada Soviética alegando a existência de agentes inimigos infiltrados, por todos os lados. Churchil não consegue um almôço isolado com Roosevelt, que lhe alega não querer dar a impressão de que os dois agiam de modo combinado. Mas conversava todos os dias com Stalin, apenas na presença dos tradutores.

Durante um jantar Stalin afirmou que seria necessário eliminar por volta de 5O.OOO a 1OO.OOO cabeças que faziam a economia e a técnica da Alemanha. Churchil irritou-se, e afirmou que preferiria ser fuzilado ali mesmo, no jardim,a concordar com tal idéia. O silêncio de Roosevelt e o fato de o coronel Elliot Roosevelt, filho do presidente, haver apoiado Stalin, fez Churchil retirar-se da mesa. Stalin foi em seu encalço, trazendo-o de volta, sob a alegação de que tudo não havia passado de uma brincadeira.

Roosevelt e Stalin fizeram apartes sobre a França. Stalin não demonstrou qualquer piedade, e falou sobre os prejuízos territoriais russos e sobre os prisioneiros, algo em torno de 4 milhões, e não compreendia que a França também não pudesse suportar sacrifícios. Ao contrário, achava que a França havia aberto suas fronteiras para os inimigos. E que devia ser castigada pela colaboração criminosa. Roosevelt concorda:

" O senhor Churchil sustenta que a França deve ser reconstituída como uma grande potência, mas esta não é a minha opinião. Longos anos de trabalho serão necessários antes que a França mereça ser restaurada. A primeira necessidade é a de transformar os franceses em cidadãos honestos".

Stalin acrescenta:

" - Petain, e não De Gaulle, representa a França.Seria impossível que um país tão culpado encontrasse novamente seu império e sua importância política com o fim das hostilidades", no que é apoiado por Roosevelt.

Entrevista consagrada ? organização da paz

Proposta de Roosevelt:

1- Assembléia das nações juridicamente iguais.

2- Constituição de um grupo de "quarto policemen", composto dos Estrados Unidos, Inglaterra, Rússia e China, para a garantia da ordem mundial.

Stalin está preocupado em impedir que Hitler continue com possibilidade de infligir-lhe perdas econômicas, políticas e militares. Acredita que o povo alemão fará nova guerra no máximo em vinte anos e exige maiores contenções para a Alemanha.

E dirige-se a Churchil:

" O Primeiro Ministro não consegue desfazer-se das suas simpatias pelos alemães."

A sorte das nações limítrofes da Rússia:

1- Restituição ? Rússia dos territórios orientais da Polônia, com indenizações de guerra.

2- A Finlândia não deverá ser anexada apesar de combater ao lado da Alemanha, segundo Stalin.

3 - Não há condições para negócios com relação ? Estônia, Letônia e Lituânia.

Antes de partirem, Roosevelt pede para falar com Stalin e lhe diz que apesar de candidato ? re-eleição não está muito preocupado com as vozes polonesas e bálticas, mesmo sendo aquela norte-americanas. E Stalin lhe diz que aquelas repúblicas não tinham autonomia antes de 1914, e que não poderia dar-lhes o que os Czares haviam negado. E ainda insistiu na segunda frente contra Hitler, já que desde 41 os exércitos alemães estavam dentro da Rússia. E até não deu importância a qualquer outro tipo de operação.

O final da conferência foi uma clara conjunção soviético-americana. Churchil foi para um plano secundário.

Na sessão do dia 28 Churchil deu uma aula de estratégia sobre a invasão da França, com algum adiamento da operação Overlord, que Stalin ouviu, mas preocupado com a invasão da Europa. E, mesmo entendendo que a entrada da Turquia na guerra poderia abrir o estreito de Dardanelos, isso não o atraía, uma vez que o fato colocaria o Ocidente em maior contato com a Rússia. Aceita a invasão da França apenas na França, sem desdobramentos.E pede a suspensão da ofensiva sobre a Itália.Propõe que as divisões do Mediterrâneo sejam desembarcadas em Provença.Levanta a questão do comando da operação Overlord.

E afirma: " - Só acreditarei nisso quando souber que general é responsável por sua execução". E volta-se par Churchil:

" O senhor realmente acredita na operação Overlord ?".

E Churchil lhe responde:

" - Desde que as condições convenientes sejam realizadas,sim, sim, e sim".

Em Teerã nada se resolveu.

Mas um comunicado conjunto saiu assinado pelos Três Grandes:

" Friends in fact, friends in spirit and friends im purpose".

No protocolo, a operação Overlord ficou anotada para Maio de 1944, combinada com um desembarque no Sul da França, e que Stalin lançaria uma ofensiva afim de evitar transferências de tropas alemãs para o oeste. Na volta, pelo Cairo, Churchil fica sabendo da intenção da Turquia de se manter fora da guerra, neutra.





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