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25/05/2012 - 08h13min

Pedro Augusto...um poeta!...

Cavalcante Torres

Fonte: Luiz Nogueira Barros

Pedro Augusto Cavalcante Torres, eis o poeta., que se inicia, se inaugura e desponta numa hora feliz de sua vida. E aporta, cabeça cheia, a alma expandindo-se, tal nuvem, pela planície de sua vida. São Paulo enche-lhe o olhar , aguçando-lhe a reflexão. Egresso do Norte, a selva de pedra, de que nos falou Sartre, visitando São Paulo, Pedrinho logo detecta a mesma paisagem de pedra. Poderia ter acontecido antes, a tal selva. Mas o ciclo do café, com suas aristocracias rurais, não teve boa vontade para o fato se, viver à moda européia era bem mais distinto, bem mais diferenciado. Também a Semana de Arte de 22. A Europa já havia gerado notícias em tal sentido e a semana foi realizada com extrema má vontade. Mas a revolução industrial determinaria que tudo havia de mudar. O Velho Mundo, principalmente a Inglaterra, precisava vender o produto de suas indústrias. Vale lembrar, também, o papel da Velha Inglaterra, aprisionando navios negreiros e influenciando, assim, o fim da escravidão. A Revolução Industrial, até prova em contrário, forjou São Paulo. E Pedrinho, olhos atentos e alma aguçada pinta um quadro dessa metrópole, abismado, anotando tudo, num primeiro momento, socorrendo-se do otimismo e da esperança para continuar...


Sampa 2.

Rostos e passadas anunciam a multidão.
Louca, concentrada, dispersada e sem noção.
Os ponteiros sempre adiantados.
O estresse em alta, o seu legado.
Não há hora p´ra sair, não há hora p´ra voltar.
Estúpida aventura a nos acabar.
Quando chove se segura que lá vem complicação.
Desespero traiçoeiro impondo a emoção .
Etnias se espremem na corrida pelo pão.
Lei da selva de concreto que alimenta a solidão.
Enquanto escrevo me questiono o porquê desse abandono.
Não há razão p´ra ser assim.
Apesar de tudo, o otimismo e a esperança ainda trabalham pra mim!

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Num momento de descanso, de aconchego doméstico, Pedrinho homenageia a sobrinha, Beatriz. Não há o que falar: o poema diz tudo. As crianças são iguais aos anjos: na candura e na inocência. Tronam os adultos tolos, devolvendo-os, também aos tempos em que foram crianças. Beatriz faz isso com Pedrinho. A sensibilidade pode, até mesmo, e em certos duros momentos da vida ficar em silêncio. Mas isso até o momento em que uma criança aparece diante de nós. E de súbito, lembra-se de uma prima, em segundo grau, Laís, também em fase de um lugar ao sol nesse mundo de anseios, lutas, emoções, esperanças e tudo o mais que sonhadores e sonhadoras anseiam e têm direito. A família, desde muito, tem sido porto seguro para nossas emoções...


Beatriz!

Sorrisinho esperto, arrebatador!
Alma pura, fonte limpa.
Nascida do amor!
Pele alva como o leite.
Caracóis dourados
A todos encanta
com seu jeitinho descolado!
Alegria espontânea, sede de viver.
Beleza aprazível,
coisa linda de se ver
Quando canta, pula e dança
todo mundo é feliz
Escrevo esse poema
com a alma de um aprendiz
elevando minha sobrinha
cujo o nome é BEATRIZ!!!

Laís
Olhos negros, pele morena.
A todos encanta quando entra em cena.
Linda menina, sua aura me fascina.
No Direito realiza, com dedicação será juíza.
Amiga querida cheia de valor,
alma linda cristalina repleta de amor!
Espontaneidade com convicção.
Abomina a falsidade, prefere a união.
Sempre em busca da felicidade,
desviando da mentira e exaltando a verdade.
Faço esse poema pra pessoa mais feliz
descrevendo minha rima cujo nome é Laís.
............................................
Escrever, ou não escrever, eis a questão, digamos, também dilema shakspeareano. E Pedrinho entra noutra selva de pedra: escrever! E até mesmo maior, e mais complexa que a selva de pedra que é São Paulo. Com todos os ingredientes da inveja, da admiração falsa e verdadeira, das vitrines que se acendem e se apagam, das palmas e ovações que estrondam e também emudecem, incompreensivelmente, para os anseios dos iniciantes na difícil arte de escrever. Mas Pedrinho há de saber que o escritor, tal o nordestino (sertanejo, na visão de Euclides da Cunha),em Os Serões, "é antes de tudo um forte", já domínio público e permitindo adaptações. E há de prosseguir, como escritor, atento a todos os fatos que modelarão sua caminhada.

O escritor!
Capturada a idéia no contexto turbulento.
Agarrado o pensamento invasivo em um momento.
Borrões, caneta e papel transformando inspiração em documento.
Sensibilidade aguçada com determinação.
Imaginação alada em busca de emoção.
Viagem genial sem ter hora p´ra voltar.
Mente submersa, muita estória p´ra contar!
Em seus escritos a mais pura tradção:
transcendência milimétrica entre fantasia e razão.
Frases rebuscadas investidas de poder ensinam
ao leitor o que é o saber.
Ao fazer esse relato me faço perceber
o quanto é bom exercitar a tal arte de escrever.

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Descansar um pouco. Recarregar as baterias. Sonhar um pouco. Idealizar um pouco. De muito os seres humanos buscam um ponto a felicidade talvez seja possível. E se não for nos a fazemos, do nosso modo. Sem o sonho não dá pra viver. A geografia da felicidade é complicada. Nenhum geógrafo jamais fará um mapa da felicidade. Mas os poetas fazem-no, e com maestria. Aqui em Maceió, colega e ex-presidente da Academia alagoana de letras, Carlos Moliterno, tem um livro de poemas de Nome A ILHA. O livro, todinho, diria, é apenas sobre a ilha, como refúgio, como geografia para o sonho. Pedrinho fez canteiros em sua ilha, e preferiu que ela fosse habitada, pessoas que ainda se conhecem e se amam. Até que ponto São Paulo poderia ser, no inconsciente do poeta, a antítese de São Paulo?...


A ilha

Em algum ponto perdido no Atlântico
existe um lugar cheio de encanto.
Artísticas paisagens permeiam sua extensão
cachoeiras e falésias contemplam aos olhos a criação
O uniforme mar azul formando um véu
se expande plenamente até chegar ao céu
O sol brilha mais que um diamante
nos encorajando ir adiante
Seus moradores têm simplicidade
cultivam rosas brancas e orquídeas
que exalam o perfume da verdade
As pessoas se respeitam e preservam a união
ações belas orquestradas pelo coração.
Pássaros cantam a liberdade
com alegria exuberante sobrevoam a cidade
Crianças brincam com alegria nas ruas de cimento
com entusiasmo e energia demonstrando sentimento
Ilha linda, pura e bela que a todos emocionou
governada e conduzida pela palavra amor!

Aguarde, caro Pedrinho, ir e vir, agir e meditar são tarefas eternas. Somente o escritor suporta isso com certa sofreguidão. E se aprimora nessas loucuras, nessa fantasias, nessas realidades...
Luiz Nogueira Barros
Sócio efetivo da Academia alagoana de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas.
Vários livros publicados. Com prazer tio do poeta apresentado.















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