Poema do alerta

Sei do que sinto.

Nem sei de mapas

nem de alturas:

sei do que dói !

E da dor que sinto

me faço barco

e se há mares

e tempestades

iço as velas,

navego as ondas

olhando estrelas,

e dos perfumes

que os ares trazem

encho o meu peito

e sopro além:

nos dias claros

e escuras noites,

não importa o tempo

se de penúrias,

ou globalidades.

Meu tempo é este:

o do alerta,

e dos instantes,

enquanto é cedo

e há claridades !...

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Luiz Nogueira Barros

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