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Cláudio Taffarel - O Deus da Copa
Vai que de repente o pássaro redondo, veloz, ágil, derrapante, irritado e traiçoeiro, buscando a rede, no fundo lá da trave, engane ao frágil e desprotegido goleiro, indefeso ante a violência de um chute de um adversário furioso e decidido, e lá se vai um sonho de um campeão, ante o urro sincrônico das platéias em ressonânia dentro do estádio partindo o coração de uma nação.
Assim tem sido ao longo da história se uma olimpíada ou campeonato, vencido o tempo nornal de uma partida exige o penalti como castigo máximo, pelos descuidos e incompetências dos deuses, dos gramados e das linhas onde se desenrolam cenas bailarinas do mais apoteótico dos esportes que alguém um dia chamou de futebol sem saber que estava batizando um rei.
Mas, como em tudo, há goleiros e goleiros: Há o que derrapa e morre de aflição e chora cabisbaixo o gol que recebeu, fazendo gestos de humildade ou de irritação. Há também o que imita a bola, ágil, batendo asas, e vai na sua direção do pássaro traiçoeiro barrando-lhe a passagem para a rede, despertando a incredulidade das platéias, salvando os sonhos já quase-naufragados, e esse tem um nome : é Cláudio Taffarel !... Homenagem de Luiz Nogueira Barros, médico, cronista e sócio do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas para Cláudio Taffarel, pelos dois penaltis defendidos no jogo contra a Holanda, na copa do Mundo de 1998, na França.
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